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Conheça o Effectuation e implemente seu de Plano de Negócios

24 de Janeiro de 2020

Effectuation é a ideia de simplesmente fazer alguma coisa com o que está disponível. Este conceito se baseia, portanto, em utilizar os recursos de maneira criativa para lidar com as surpresas e dificuldades da implementação de uma ideia. Apresentada a ideia e o conceito, você vai saber a seguir como utilizá-lo a fim de implementar seu Plano de Negócios tradicional e até mesmo dar adeus a ele. Vamos lá? Continue lendo!

 

O que é Effectuation?

Criado pelo professora indiana Saras Sarasvathy, Effectuation significa efetuar, realizar ou executar, e também é traduzida como abordagem efetiva. Essa teoria se consolidou nos últimos como uma forma emergente de se pensar um negócio com maior impacto e generalidade. A princípio usada por empreendedores, a lógica que pode ser utilizada também por empresários – sim por que não? – baseia-se em utilizar recursos de maneira criativa para lidar com as surpresas e dificuldades encontradas da implementação da ideia

O plano surgiu após a professora desenvolver uma pesquisa com empreendedores sobre como eles faziam para montar um negócio, objetivando entender melhor o processo de empreendedorismo. Como resultado, foi descoberto que nenhum dos empreendedores aplicava o modelo tradicional de plano de negócios, baseado em pesquisas de mercado.

Aplicando o método

Effectuation é um método que lida, sobretudo, com um ambiente futuro desconhecido e imprevisível. Mesmo assim, esses profissionais utilizando algumas técnicas minimizam o uso da previsão e moldam esse futuro imprevisível. Logo, as técnicas – todas as cinco – são:

Pássaro na mão (bird-in-hand): A criação de algo novo deve começar com um processo de autoconhecimento em que devem ser respondidas três perguntas básicas: Quem sou eu? O que sei fazer? Quem eu conheço?, onde a primeira pergunta trata da identidade, a segunda, do conhecimento e da experiência, e a terceira trata dos seus contatos e da rede de relacionamentos social e profissional. Ou seja, o profissional parte do que tem nas mãos.

Perda tolerável (affordable loss): Ao invés de priorizar a maximização do retorno do negócio, há o foco na sobrevivência e continuidade. Claro, é importante garantir que algum retorno será conseguido, porém o mais importante é não se colocar em posição de risco que pode levar ao fim do negócio caso as escolhas estejam erradas. A organização age para trabalhar de forma criativa e eficaz com os recursos limitados que tem em mãos. O tamanho da perda não é uma quantia ou percentual pré-definido, mas varia de acordo com a percepção de profissional, do estágio da vida em que ele se encontra, do conhecimento da sua situação financeira e do quanto pode perder. É uma decisão intuitiva , não calculada.

A perda não se trata de dinheiro, mas de tempo e esforço.

Colcha de retalhos (patchwork/crazy quilt): consiste em formar parcerias com pessoas que se interessam pelo negócio e que comprometam verdadeiramente com o negócio. Ao contrário do modelo tradicional (Causation), em que se buscam parceiros com características e metas específicas, como quando se um quebra-cabeça encaixando as peças, a ideia é montar uma colcha de retalhos, em que o projeto é coletivo e não se sabe de antemão como cada parceiro vai trabalhar. O foco é cooperação e a formação de alianças que vai se desenhando ao invés de ser planejada. Cada novo parceiro agrega novos meios e novos objetivos, cada um com seus pássaros na mão e sua perda tolerável.

Limonada (lemonade): Certamente, você lembra da expressão “Fazer dos limões uma limonada”. É exatamente o que temos aqui. A incerteza de se montar algo inovador significa tratar um evento inesperado não como um problema, mas como algo que pode ser controlado e transformado em uma oportunidade de negócio, valiosa e lucrativa. Ao invés de se pensar de antemão os diversos cenários possíveis de ocorrer, e muitas vezes ser surpreendido com o inesperado, como no modelo tradicional, a incerteza se trona algo positivo e usado como fonte de informação e inspiração.

Piloto no avião (pilot-in-the-plane): Foca na ideia de que a atuação humana é o que molda o futuro, em que há disponibilidade não só para assumir o controle do seu negócio, mas também a habilidade para tomar decisões e corrigir o rumo de forma a evitar desastres. O foco é naquilo onde o profissional tem controle e nas ações a serem realizadas para alcançar o resultado desejado. A crença é o que futuro não é pré-determinado ou previsto, mas sim feito.

Processo de Effectuation

Qual é a diferença entre Causation e Effectuation?

Causation (O tradicional Business Plan) é o processo que pega determinado efeito como objetivo e foca em selecionar entre outros meios para criar este efeito. Isto é, este modelo é baseado em uma lógica de previsão, em que o maior problema é de decisão. Auxiliando nas escolhas adequadas, principalmente com quando o futuro é previsível, com obejtivos claros e num ambiente independente de suas ações.
Já o Effectuation pega uma série de meios e foca em selecionar os possíveis efeitos que podem ser criados a partir deste conjunto de meios. Baseia-se em um lógica de controle, sendo mais efeciente em um ambiente de incerteza abundante, onde o problema é de design. Ajuda a construir, sendo mais útil quando o futuro é imprevisível, com obejtivos não claros e o ambiente mudasse de acordo com a ação humana.

Síntese

A gestão de qualquer negócio é fundamental, independentemente de tamanho, objetivos, recursos ou área de atuação. Quando você decide empreender se baseando nos princípios de Effectuation, esse assunto é ainda mais importante, afinal, o foco está no próprio processo e, por isso, é preciso tirar o máximo de cada ação para ter sucesso.


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