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A importância do Distanciamento Social

3 de Abril de 2020

Manter distância de outras pessoas é a melhor e única forma de retardar a propagação do novo Coronavírus

Nos últimos dias as expressões “distanciamento social” e “isolamento social” têm sido usadas com frequência pelo Ministério da Saúde, governos estaduais e profissionais da área. Mas, afinal, o que é isso e por que é importante adotar essas medidas?

COVID-19, doença causada pelo novo coronavírus, não apresenta sintomas em 86% dos casos, de acordo com João Gabardo, secretário executivo do Ministério da Saúde.
Isso significa que a maioria das pessoas infectadas sequer sabe que está doente, que dirá ser diagnosticada. Essa característica dificulta a contenção da doença, pois se o infectado não é diagnosticado, não é possível isolá-lo e ele irá espalhar o problema sem nem saber disso.

Diante disso, a única forma de reduzir o risco de infecção é manter distância de outras pessoas. E é exatamente esse o significado de distanciamento social: ficar longe o suficiente de outras pessoas para que o coronavírus – ou qualquer patógeno – não possa se espalhar. É por isso que estabelecimentos, escolas e universidades foram fechados e eventos acabaram cancelados.

O Ministério da Saúde recomenda manter uma distância de 2 metros de distância de outras pessoas. Mas isso nem sempre é possível. De qualquer forma, a distância segura, segundo especialistas em saúde é de, no mínimo, 1,5 metro. É importante respeitar essa orientação porque o coronavírus não é transmitido pelo ar, mas pelo contato com gotículas expelidas por um indivíduo contaminado e essa distância mínima é a necessária para que você não seja atingido por possíveis gotículas que saem da boca da pessoa quando ela fala, por exemplo.

Reduzido o número de pessoas nas ruas, possibilita-se que aquelas que realmente precisam sair pois suas profissões não permitem trabalho remoto possam circular com segurança e consigam manter essa distância umas das outras no transporte público, por exemplo. Algo que seria impossível se todos continuassem circulando.

Mas o distanciamento social vai além e também significa não tocar em outras pessoas, o que inclui apertos de mão, abraços, beijos, entre outros relacionados. O toque físico é a maneira mais provável de uma pessoa pegar o coronavírus e a maneira mais fácil de espalhá-lo, por isso, neste momento a maior demonstração de carinho que você pode dar para alguém querido é ficar longe dela.

O distanciamento social nunca vai impedir 100% das transmissões, mas, seguindo essas regras simples, é possível reduzir consideravelmente a velocidade de propagação do coronavírus. Portanto, combater o vírus está ao alcance de nós mesmos. Se cada um fizer a sua parte, será possível.

E se você está se perguntando qual é o risco de não respeitar essas recomendações?

Simples. O número de casos vai aumentar de forma desenfreada e em pouco tempo. O sistema de saúde ficará sobrecarregado e não terá condições de atender todas as pessoas necessitadas, implicando em mais mortes e sofrimento.

Para ter ideia como seria isso, basta ver a Itália. Menos de dois meses após o diagnóstico do primeiro caso no país, a Itália está com mais casos e mortes do que a própria China, epicentro da doença. A importância do distanciamento social nesse momento que ainda não temos um número muito alto de casos é justamente para que isso não aconteça. Para que os casos aumentem gradativamente em vez de milhares em apenas uma semana. Nenhum sistema de saúde suporta um aumento abrupto e repentino.

Isolamento social

O isolamento social, por outro lado, significa realmente ficar isolado de qualquer outra pessoa. Neste caso, não há distância mínima segura e a medida é indicada para pessoas que tem diagnóstico confirmado ou suspeita de coronavírus. É um sinônimo para a famosa quarentena submetida aos primeiros pacientes com a doença no país. No momento atual de transmissão, o Ministério da Saúde recomenda que qualquer pessoa que apresente sintomas de gripe, principalmente em locais com transmissão comunitária do vírus, evite contato com outras pessoas.

Dicas de distanciamento social e prevenção

Mantenha pelo menos 1,5 metro de distância de outras pessoas. O Ministério da Saúde recomenda 2 metros de distância.

Evite arenas esportivas, teatros, museus, festinhas, restaurantes, bares, academias, clubes, baladas, churrascos e qualquer outro lugar onde você possa entrar em contato com um grande número de pessoas.

Se quiser comer fora, prefira delivery.

Evite ir ao cabeleireiro, barbeiro, manicure, massagista e salões de beleza porque esses profissionais precisam estar a uma distância de você menor que a recomendada para poder realizar esses serviços.

Não visite casas de repouso, centros de reabilitação ou instalações de vida assistida, pois os idosos correm maior risco de complicações e morte por coronavírus.

Evite o transporte coletivo no horário de pico, se possível. Ou tente manter a distância mínima recomendada dos outros passageiros.

Lave as mãos, por pelo menos 20 segundos, a cada duas horas ou sempre que chegar da rua.

Sempre que tocar em maçanetas ou superfícies em locais que muitas pessoas também tocam, lave as mãos ou use álcool gel. O vírus sobrevive por muitas horas em superfícies e essa é uma importante forma de contaminação.

Evite tocar no rosto, principalmente nos olhos e boca.

Não use máscara se não estiver doente. Especialistas afirmam que usar máscara não é uma medida eficaz de prevenção contra o vírus e a compra excessiva de máscaras por pessoas saudáveis pode causar a falta do produto para quem realmente precisa que são os doentes e os profissionais de saúde.

Mantenha-se saudável: tenha uma boa alimentação, durma bem e suficiente, pratique atividade física, converse com amigos e familiares e mantenha seus hobbies, se possível.

Faça passeios e caminhadas ao ar livre. Para quem gosta de correr, também é uma boa opção, desde que isso não seja feito em lugares lotados nem em grupo.

Mercados e farmácias continuam abertos e constantemente abastecidos, por isso, não é preciso fazer um estoque de suprimentos em casa. Essa atitude prejudica outras pessoas que não podem fazer o mesmo, pois pode gerar desabastecimento temporário e aumento de preços. Pode continuar indo ao mercado e à farmácia, mas só conforme necessário, e adie outras saídas não essenciais. E caso, outras pessoas estejam com materiais básicos – como álcool gel – ou comida em falta, ajude da maneira mais solidária possível.

Se você faz uso contínuo de algum medicamento, compre um suprimento suficiente para até três meses de tratamento.

• Esteja atento aos sintomas da COVID-19 (febre, tosse seca, dores no corpo e dificuldade para respirar) e não vá ao hospital sem necessidade. Mas lembre-se de ficar em casa se apresentar algum sintoma e usar máscara se precisar sair ou estiver próximo de outras pessoas, para evitar a propagação da doença.

E lembre-se: Se puder, fique em casa. Hidrate-se e lave bem as mãos. Cuidando de você, está ajudando a cuidar do outro.

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