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Processo Criativo: o que seguir e quais obstáculos evitar

21 de outubro de 2019

Muitos e muitas enxergam criatividade e inovação como algo com que a pessoa já nasce e o processo criativo como algo subjetivo, que parte somente das emoções. Essa visão não poderia estar mais longe da verdade.

 

Para que se promova a inovação, é preciso deixar claro os passos que envolvem o processo criativo. Estimular a criatividade não só é possível para todo tipo de profissional, como é parte fundamental para solucionar problemas – o que incluem os organizacionais.

Pensando nisso, quais são os caminhos e obstáculos que geram o processo criativo? Acompanhe a seguir.

O que é criatividade?

Antes de partirmos para os passos e obstáculos do processo criativo em si, é preciso definir o conceito de criatividade. Criatividade nada mais é do que realizar algo original com um objetivo em mente. Por isso, a origem de todo processo criativo está na busca em solucionar um problema. E, seja dentro ou fora do ambiente de trabalho, 50% a 60% de seu tempo será dedicado a isso.

Para que a criatividade venha, é preciso que a pessoa tenha a curiosidade despertada para resolver alguma questão. Com esse gatilho inicial, é preciso ter uma estrutura para o que será feito. Muitas pessoas naturalmente criativas provavelmente nem notam, mas existe um método sendo seguido e hábitos que fazem com que as coisas aconteçam de modo mais fácil.

E isto acontece em três partes:

Atenção: identificação de um problema ou uma oportunidade.

Fuga: pensamento “fora da caixa”, criando novas associações.

Movimento: exploração da imaginação, gerando novas ideias.

Nesse contexto, ter um planejamento das atividades necessárias para a inovação é um esforço voluntário. Agora que você conhece o funcionamento da criatividade, é hora de conhecer o caminho do processo criativo.

O processo criativo e seus passos

Todas as pessoas têm potencial para exercer sua criatividade. O que a cultura inovadora faz é oferecer todas as ferramentas e os incentivos para que o processo criativo possa fluir de forma orgânica e organizada.

As “ações” do processo criativo são:

PREPARAÇÃO

Pode-se chamar a etapa de Preparação de “trabalho” em si. As atividades comuns e geralmente repetitivas são o primeiro passo. Muitas pessoas esquecem de considerar atividades mecânicas no processo criativo, quando elas são o embrião de tudo.

Um programador escrever um código ou um artista começar um esboço são exemplos desse primeiro passo.

INCUBAÇÃO

É o momento em que nasce uma ideia. Conexões são feitas, ideias são filtradas e outras novas surgem nesse processo.

Essa etapa costuma ser negativamente impactada pelas tarefas imediatas do cotidiano. Com tantas distrações e preocupações, o processo criativo acaba sendo interrompido nesse ponto.

ILUMINAÇÃO

O estalo que dá início à inovação do processo criativo. Aquela ideia que, muitas vezes, surge quando você menos espera.

Esse momento de descoberta é quando aquela ideia guardada lá no fundo do cérebro ressurge e toma forma, começando a se estruturar.

APROVAÇÃO

Esse é o processo que as outras pessoas enxergam o profissional, de fato, realizando. É o texto ou a ilustração sendo feita. É o momento de avaliação e filtragem das ideias que desencadearão a criatividade em si.

Por ser o final da etapa, existe uma confusão justamente sobre a visão externa desse processo criativo. Muitos não reconhecem ou sequer sabem do caminho que foi realizado para se chegar aqui.

No caso de ambientes profissionais, isso pode significar prazos irreais ou que não levam em consideração o processo criativo completo. Profissionais autônomos, por um distanciamento desse ambiente, acabam sofrendo com essa falha de compreensão do processo criativo.

Os obstáculos para o processo criativo

Durante qualquer processo, o que inclui o processo criativo existem obstáculos. Como já vimos na etapa de Incubação, somos expostos diariamente a distrações que impedem que nossa criatividade se desenvolva de forma fluida. Algumas dessas principais barreiras são:

Falta de direcionamento: quando se tem o momento de iluminação, é preciso ter objetivos guiados. De preferência, escritos já com possíveis formas de como agir. A inovação surge quando se organizam esses insights de forma a solucionar problemas.

Medo de falhar: um grande obstáculo do processo criativo é o medo de falhar. Não se trata da falha em si, mas sim em antecipá-la. Quando se teme um resultado negativo, o processo criativo sofre, tornando-se ineficiente e, ironicamente, mais propenso às falhas que a pessoa teme que ocorram.

Medo de críticas: profissionais desejam ser aceitos pelos outros. Isso acaba gerando o medo em ter ideias rejeitadas e criticadas. Esse é um grande inimigo da criatividade, levando a escolhas que evitam a inovação, tentando se adequar a opções seguras e abaixo do esperado.

Manter-se na zona de conforto: às vezes, pensar apenas em algo constante pode ser um obstáculo para o processo criativo. O medo de tentar algo novo acaba limitando o profissional e afastando-o de ser parte de um processo de inovação pleno.

Passividade: o pensamento criativo exige proatividade. Ele precisa estar em um ambiente que desafie o comum, a rotina. Sem que haja um desafio ou algo que estimule o colaborador, não há como a criatividade ser desenvolvida. Por isso, é preciso que se estimule o cérebro constantemente com novas informações e ideias.

Tentar justificar tudo: racionalizar questões, em si, é algo que todos fazemos. Afinal, é preciso compreender e traduzir para nosso contexto tudo que ocorre. Porém, fazer com que toda decisão seja acompanhada de seu “porque” pode ser prejudicial para o processo criativo. Ter uma justificativa pronta impede que o profissional possa melhorar criativamente em seu ambiente de trabalho.

O processo criativo não existe de forma isolada. Para se preparar para o nascimento de uma ideia, é preciso um equilíbrio entre criação, absorção e associação. Conversar com outras pessoas interessadas no processo faz com que o processo se desenrole. Portanto, comunique-se!


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